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Dia de Portugal: Comemoremos, pois!

por Jorge Ribeiro Mendonça, em 10.06.14

Hoje é dia de Portugal. Ao longo do tempo este dia tem tido vários acrescentos sendo atualmente o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

 

Era preferível chamar-lhe simplesmente de Portugal, e já está. Complicar o nome afasta-nos do cerne da comemoração.   

 

Mas o Dia de Portugal tem padecido de muitos males e o mais letal é o típico relativismo à portuguesa. Entre a dispersão de tudo tentar incluir no nome e na celebração, soma-se a discussão em torno de saber se o dia de Portugal devia ser este ou um outro qualquer.

 

O 1.º de Dezembro, dizem uns, devia ser o verdadeiro dia de Portugal por se celebrar aí a restauração da independência. Compreendo os argumentos, e existiria aqui um elemento histórico que faria pender o peso da balança claramente a favor desta data. Mas há qualquer coisa neste dia que não representa totalmente a Portugalidade. É um dia que nasce por oposição a Espanha, celebra a vitória sobre a separação das coroas e há pouco mais que tenha carácter agregador.

 

Uma alternativa poderia ser comemorar o dia da fundação de Portugal. É o início desta bela história que se chama Portugal. É uma história inclusiva, de expansão e de identificação e construção como Povo. Representa por todos os argumentos o verdadeiro orgulho em ser Português e contém ainda aquele elemento negativo socialmente agregador - que pessoalmente dispenso - que é o da oposição aos “espanhóis” contra quem a pulso fomos lutando e tornando-nos povo.

 

Mas escolher a data da fundação era pior do que as dúvidas sobre o 10 de junho. Ninguém se entende sobre qual a data da fundação. Talvez seja este o pecado fundacional de Portugal, não sabermos em que data nos fundámos como Estado marcou esta característica nacional a indecisão relativista.

Outra alternativa era o 14 de agosto. Data da Batalha de Aljubarrota, data em que vencemos os Espanhóis e pusemos fim a uma longa crise dinástica. É uma ideia com a qual simpatizo e que marcava uma filosofia de vencer crises e pôr fim a conflitos.

 

Mas regressemos ao 10 de junho. O 10 de junho apesar de ser uma tradição – se é que assim se pode chamar – recente, faz sentido. Se não for por mais nada, o 10 de junho é o dia que todas as gerações vivas se habituaram a comemorar como dia de Portugal e calha em junho o que dá sempre jeito para uns piqueniques, almoçaradas em família e passeios. Não é isso que os americanos fazem no 4 de julho? Faz falta alegria, convívio e orgulho português no 10 de junho e isso faria toda a diferença.

 

Depois é o dia de Camões e só isso justifica uma comemoração especial, é o poeta maior da Língua Portuguesa. E a nossa Língua é, talvez, o maior ativo criado por Portugal e isso tem muito valor.

 

Comemoremos pois este dia de Portugal com orgulho, sem complexos e com as nossas famílias e amigos. Celebremos a união deste país com as fronteiras mais antigas da Europa, celebremos este País que ousou vencer o medo e descobrir o Novo Mundo, celebremos o Portugal contemporâneo que em muito ombreia com os melhores, aliás, em muito somos os melhores. E à falta de uma data especial para o efeito – algo em que a CPLP tem que definitivamente trabalhar –, celebremos a Língua Portuguesa.

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publicado às 12:21

Reformas, qual é a pressa?

por Rui Lebreiro, em 04.06.14
Temos sempre que ter presente que o atual governo está suportado por uma maioria parlamentar, eleita pelo povo, na base de um programa profundamente reformista.

Até ao momento pouco ou nenhum reflexo prático houve desse espírito reformista. Poderá argumentar-se que isso se deve à premência de resultados que o programa de assistencia financeira acarretou, o que levou a que outro tipo de medidas tivessem que ser aplicadas.
Em todo o caso a questão que se coloca é: essa inexistência de reformas de fundo na máquina do estado deve-se à incompetência e inabilidade políticas do governo, ou devemos concluir que não é possível reformar o que quer que seja em Portugal?

Na mesma linha de raciocínio podemo-nos questionar: será que esta onda de chumbos do Tribunal Constitucional a propostas do governo se deve à incapacidade deste em produzir reformas suficientemente estruturadas e equilibradas, ou decorre de uma postura demasiado protecionista e imobilista dos juízes do TC?

Naturalmente a resposta não será branco ou preto. Será porventura um cinzento, mas muito escuro.

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publicado às 23:25




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