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O não-caso Jonet

por Rui Lebreiro, em 04.04.14
Sejamos honestos, o caso Jonet de hoje é uma enorme fumarada que depois se vai ver e não tem qualquer fogo.
Uma frase tirada do contexto, enfase nos media, o pronunciar da palavra proibida - desempregados - e está o caldo entornado, estão incendiadas as redes sociais.
Os desempregados são os mais sacrificados por esta crise terrível que assola o país, tudo o que se diga a seu respeito soará a falar-do-alto-do-palanque. Os exemplos são já vários, este é mais um.
Pouca gente discordará que quem tenha tempo disponível, seja por estar desempregado ou não, fazer voluntariado é das actividades mais enriquecedoras que se podem empreender. Isto a vários níveis, mas acima de tudo quanto à realização pessoal, ao sentimento ímpar de prestar um serviço único à sociedade, tanto mais aqueles que mais precisam. Parece senso comum.
Se juntarmos à conversa o facebook, onde muitos sabemos que perdemos tempo demais, e a palavra proibida, deixamos de ser seres pensantes.
Discutimos demasiado pessoas, preconceitos, floreados, e deixamos o assunto passar para 2.o plano.
Nada de novo portanto.

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publicado às 00:18

Novo ataque a Jonet

por Jorge Ribeiro Mendonça, em 03.04.14

Isabel Jonet esta outra vez no centro de ataque nas redes sociais, por ter dito uma frase em entrevista à Renascença que aqui reproduzo na íntegra “o pior inimigo dos desempregados são as redes sociais. Muitas vezes as pessoas ficam desempregadas e ficam dias e dias inteiros agarradas ao Facebook, ou agarradas a jogos, agarradas a amigos que não existem e vivem uma vida que é uma total ilusão”.

O ponto fundamental da frase não é serem as redes sociais. Digamos que esse é apenas o meio usado atualmente para o verdadeiro problema que Jonet identifica.

E o verdadeiro problema “viver uma vida de ilusão”. O alerta de Jonet prende-se com o deixar de viver uma vida real, com pessoas reais e problemas reais e ficar apenas preso ao ilusório. Podem ser os facebooks, mas também pode ser a televisão, um jogo de computador, ou uma data de coisas que podendo ter uma utilização produtiva e positiva, podem ser usadas para cultivar a solidão e a construção de ilusões sobre ilusões.

Mas o problema das declarações da Jonet, não é o que ela diz, mas o que ela representa. E muitos cavalgam e fazem crescer esta onda por militância ativa contra a visão perfilhada por Jonet, pois acreditam que deve ser o Estado a pôr na mesa das famílias assistidas pelo Banco Alimentar os alimentos que esta instituição distribui e não o Banco Alimentar. Os outros apenas se deixam levar na onda por graçola.

Este novo ataque sobre Jonet, tal como o anterior, tem como linha orientadora um ataque à visão social de Isabel Jonet, ao trabalho em favor da comunidade, ao dar sem esperar receber, à caridade ou amor como critério de distribuição de bens. Tudo o resto, como as suas declarações ou a sua condição social, são pretextos para desferir ataques. 

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publicado às 11:12





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